Arduinostálgico

Eu e o Arduino

Há um certo tempo, venho pesquisando sobre o Arduino, uma plataforma de desenvolvimento de protótipos de hardware open source (código aberto). Este micro-computador, criado na Itália, é uma pequena maravilha facilmente programável e cheia de recursos modulares. Por ser de código aberto, a todo momento surgem inúmeras variações e novos módulos voltados para este brinquedinho, permitindo os usuários criar infinitas soluções e brincadeiras e,  principalmente, interagir com outros desenvolvedores mundo afora!

Mas este post não é dedicado a apresentar o Arduino, ainda este mereça uma apresentação de gala. Desejo aqui compartilhar a felicidade que tive neste final de semana ao brincar pela primeira vez com esse brinquedinho, uma espécie de mini portal que me teletransportou para cerca de 20 anos atrás (ou mais)… simples nostalgia!

Lembrei-me de um menino de 7 anos de idade que adorava ler revistas de eletrônica adquiridas numa banca de jornais próxima da casa de sua avó, que as vendia por muito menos da metade do preço de capa, justamente porque as vendia sem capa (edições passadas)! Seu pai o incentivava comprando as miúdas peças eletrônicas e ensinando a utilizar o ferro de solda sem se queimar e nem muito menos queimar os móveis da mamãe (sem muito sucesso, é claro!). Certo dia, este menino foi ao colégio (pré-primário) muito orgulhoso de sua mais recente criação e mostrou a todos os seus amigos o seu próprio carrinho de controle remoto, feito utilizando peças de um antigo autorama, um suporte de pilhas retirados de um rádio velho e um interruptor para fazer inversões de voltagem e fazer o carrinho “ir e voltar”… Quase nada na visão de adultos, mas um universo conquistado na mente de uma criança!

Durante essa viagem, fui seguindo essa criança pelos seus próximos anos e presenciando suas aventuras eletrônicas, sempre às voltas com rádios antigos, toca-fitas, visitas aos amigos do papai que tinham oficinas eletrônicas e presenciar o brilho no seu olhar ao ver tantos equipamentos disponíveis (ter uma TV só para ele desmontar era seu sonho maior!). Gerou problemas em casa quando montou sua primeira escuta eletrônica e passou a espiar as conversas de sua irmã ao telefone… Tadinha da sua irmã, já ficou até sem dormir com uma goteira no seu quarto, que só pingava quando ela apagava a luz! Ganhou notoriedade entre seus amigos quando criou a “roda iluminada” para as bikes! Era a turma das rodas coloridas no Bike Night Transamérica!!!

Anos se passaram e esse moleque conheceu dois garotos que se tornariam tão amigos que passaram-se a se considerar irmãos… 3 garotos aficcionados por eletrônica e a novidade do momento: a informática! E foram muitas horas, dias, meses e anos juntos, atravessando madrugadas dos finais de semana nas inúmeras tentativas de criar… CRIAR, e apenas isso… O trio era bem definido e multi-disciplinar, sendo o mais cabeludo considerado o “Gênio Sem-Sono”, o maior de todos era o “Judoca Fundamentalista Pacificador” e o nosso pequeno personagem era o “Idealista Negociador Desequilibrado”. Era simples: o Idealista jogava o próximo desafio na mesa e convencia que a idéia era boa, o Teórico começava a estudar nos livros de engenharia do pai procurando por algo que pudesse agregar e, enquanto isso, o Gênio virava noites da semana para chegar no próximo encontro com algo surpreendente e “quase pronto”… Nos primeiros testes (e primeiras faíscas e fumaças) o Gênio dizia que estava tudo certo mas não sabia o motivo de não funcionar. O Desequilibrado começava a berrar dizendo que nada iria funcionar, que sabia que foi perda de tempo, que deveriam estudar mais e conseguir mais verba dos pais para a compra de equipamentos decentes… Nessa hora, o Pacificador pedia calma a ambos e vinha com jargões teóricos que faziam pensar por horas para entender o que aquela frase do livro de eletrônica digital queria dizer… Ciclo infinito…

E nessa brincadeira, as tentativas partiram desde a impossibilidade de se fazer drives de disquete 5 e 1/4″ dos MSXs disponíveis (1 HotBit e 1 Expert) rodarem no velho TK-83 até a época em que a fissura se tornou realizar uma conexão serial entre dois computadores sem fio, via Infra-Vermelho e, posteriormente, via Rádio Frequência (digamos que seria o início daquilo que hoje chamamos de Wi-Fi)… Até que a conexão via Infra-Vermelho funcionou, mas não era possível afastar os equipamentos mais do que 10cm… GRANDE COISA! É importante dizer que o objetivo disso tudo era permitir que os meninos jogassem Doom multiplayer, diretamente de suas casas, sem precisar pagar pelos pulsos telefônicos das conexões discadas via modem.

Esses meninos acabaram indo estudar no único colégio capaz de entender essas jovens mentes criativas e inquietas: o Colégio Técnico Universitário. Lá eles
ainda colocaram suas experiências em prática e mostraram um autorama automatizado totalmente controlado por computador (na época os famigerados XT com monitor fósforo verde) e um braço mecânico também com interface via computador (desta vez, algo mais evoluído: um AT-286 com monitor Ambar). Mas também aprenderam novas visões de mundo e passaram a criar ambições, cada um à sua particularidade. Chegaram a ganhar algum dinheiro juntos ainda muito jovens, instalando Kits Multimidia e realizando manutenção preventiva e corretiva para clientes corajosos que contratavam suas consultorias, sempre impressionados com os resultados obtidos dos garotos-prodígio da “Benchmark Informática”.

Cresceram e estão ganhando o mundo, cada um à sua forma…

O pequeno garoto que falamos no início acabou deixando a eletrônica de lado quando descobriu o universo da programação e a facilidade de se “queimar protótipos” sem ter que gastar dinheiro para recuperá-los (tempo, naquela época, não era dinheiro)… Mas acabou voltando para um ponto médio, quando se identificou com a área de redes, onde viu todos os conhecimentos adquiridos em eletrônica e informática aplicados de forma lógica e física. E está nessa até hoje, no que se auto-intitula “Profissional de Infra-Estrutura de T.I.”!

Seus amigos também trabalham em áreas afins, todos mesclando experiências lógicas e eletrônicas e granhando cada vez mais notoriedade nas suas escolhas de carreira, Brasil afora. (Já tem até filha nessa história!!!)

Então, resolvo compartilhar essa historinha pois ela me fez muito feliz neste final de semana. Confesso que me emocionei bastante só pelo fato de ter me lembrado de tantos detalhes daquela época tão boa. Uma memória fotográfica de uma época em que os recursos eram escassos e câmeras digitais eram apenas sonhos teóricos.

Sinto vergonha em dizer, mas houve um tempo em que eu simplesmente me esqueci dessa época. Uma época em que nos importávamos apenas com o convívio entre amigos, com a pesquisa, a vontade criar, sem se preocupar com o resultado efetivo e sem esperar por retorno sobre investimento (ROI), metas, Payback e todas essas siglas que a vida adulta nos impõe de forma tão massiva!

Lembranças assim nos mostram nossas raízes e é sempre bom lembrar que se você não sabe de onde vem, muito provavelmente nunca saberá para onde vai!!!

Fica aqui a minha singela homenagem aos grandes amigos de infância (e maiores ainda, agora na vida adulta!).

Artur Bracher e William Araújo, CONTINUEM SEMPRE CRIANDO!

E que Deus nos permita nunca esquecer desses momentos.

Feliz Ano Novo !!!

Você ainda se assusta quando lê isso logo após a Quarta-Feira de Cinzas?

Ainda há dúvidas de que no Brasil o ano novo só começa efetivamente após o Carnaval?

Pois é, e esse blog me mostrou que eu sou um brasileiro típico. Não é que eu tenha orgulho por isso, mas repare só: o último post foi feito no dia 19/11/2010 e somente agora, quase 4 meses depois, volto a produzir posts…

E não é que o brasileiro-padrão age quase que da mesma forma? Entra dezembro e ele só pensa no 13º e como gastará com as festas de final de ano… Começa janeiro e fica aquele clima de ressaca pós-reveillon, com um misto de tensão no ar pelos impostos que estão por chegar… Vem fevereiro e fica claro que ninguém tem dinheiro, que os impostos vieram muito mais altos do que se esperava e que a fatura do cartão de crédito não aliviou em nada! O jeito é esperar o carnaval chegar, beber todas para afogar as mágoas e depois correr atrás do prejuízo… “Depois do carnaval, a gente resolve!!!” Exageros a parte, é mais ou menos assim que as coisas funcionam por aqui…

Continuando a brincadeira, eu até seria capaz de sugerir um novo calendário: o Calendário Brasileiro.

Calendário Asteca - Ideiaz CNC Design Studio

Calendário Asteca - Ideiaz CNC Design Studio

Tantos povos já criaram seus calendários de acordo com suas crenças e padrões, por que não fazemos o nosso? A lista de calendários é imensa, mas existem alguns exemplos mais conhecidos: Egípcio, Persa, Asteca, Chinês, Indiano, Gregoriano (aqueles que enganamos até hoje) e até o Pirelli !

Criando nosso próprio calendário, não haveriam falsas expectativas com relação ao início do ano produtivo, certo!?

Creio que o maior problema seria ajustar os feriados mensais do nosso país, que acontecem a cada dois anos, sequencialmente:

  • Feriado Mensal de Eleições I
  • Feriado Mensal de Eleições II
  • Feriado Mensal de Copa do Mundo
  • Feriado Mensal de Olimpíadas

Não vou citar aqui os recessos oficiais do setor público, senão não sobrariam dias de trabalho para este país! ;)

Enfim, essa brincadeira toda deve servir apenas como um Quebra-Gelo, um ponto de partida para uma nova fase deste blog, que acaba de completar 9 meses de existência!

Tenho centenas de novas tags a adicionar com assuntos dos mais variados, mas sempre compartilhando meus pontos de vista relacionados aos campos da tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Duas séries de posts já estão no forno e devem estreiar em breve!

Enfim, o objetivo é continuar respeitando minha humilde audiência média de 6 visitas diárias e continuar oferecendo conteúdo como uma forma de retorno a toda informação já absorvida nesse mundão virtual de meu Deus!

Mais uma vez, meus sinceros votos de Feliz Ano Novo !!!

19/11 – Dia do Empreendedorismo

Estamos no meio da Semana Global de Empreendedorismo. Esta é,uma iniciativa conjunta entre 102 países para promover o conhecimento e girar novas ideias e oportunidades pelo mundo a fora.

O dia 19 de Novembro foi escolhido como o Dia do Empreendedorismo, ou seja, uma data para que seja lembrada de forma coletiva sobre a sua importância.

Num país com tantas mazelas sociais, políticas e econômicas, como o nosso querido Brasil Varonil, encontramos também um mar de oportunidades! De certo que há quem prefira enxergar o copo meio vazio, reclamar do líquido perdido ou simplesmente se contentar em matar “meia sede”. Pessoas de mente empreendedora, visionária, preferem enxergá-lo como meio cheio ou, ainda, com 50% de oportunidades para novos conteúdos.

E este incentivo global para fortalecer empreendedores e, sobretudo, divulgar e incentivar o surgimento de novos empreendimentos me deixa com um grau muito alto de satisfação e também muito ansioso, na expectativa das novas idéias que poderão surgir a qualquer momento e nos impressionar.

O mundo hoje vive uma economia baseada na inovação, na supervalorização do conhecimento. As maiores empresas do globo saíram de pequenos escritórios ou oficinas de garagem, fundadas por alunos de faculdades que se recusaram a aceitar o sistema das grandes empresas fabricantes de tendências. A todo momento nos deparamos com novas ideias tão óbvias e necessárias que nos perguntamos por quê isso não tinha sido criado até então. E BUM! Uma nova explosão de negócios se forma ao redor desta nova tendência! Tendência criada pelos usuários, clientes, e não mais pelas empresas…

É muito bom lembrar também que empreendedorismo não é uma arte, dom ou mistério só desvendados por empresários destemidos que deixam tudo para trás em virtude de um sonho. Também é possível empreender sem ter o próprio negócio, sendo um empregado de uma grande empresa, mesmo estatal! Basta apenas enxergar uma oportunidade de melhoria no dia-a-dia e, um novo nicho de mercado para empresa a qual você trabalha, uma chance de redução de custos e impactos ambientais, e por aí vai… Mas, principalmente (e o mais difícil), colocá-las em prática!!!

O povo brasileiro sempre foi reconhecido pela sua criatividade. O que precisamos agora é fortalecer a auto-estima, reduzir os comparativos com culturas estrangeiras e investir no conhecimento contínuo e reciclável. Não tenho dúvidas de que nosso país se destacará ainda mais no espectro global com o surgimento de soluções tão inovadoras quanto óbvias para problemas  até então nunca antes imaginados!

Para finalizar este post, deixo aqui uma cópia do Manifesto do Empreendedorismo:

“UM CONVITE PARA EMPREENDER O FUTURO”

Como qualquer outro dia, poderíamos estar em casa ou até mesmo trabalhando em nossas mesas, computadores, Notebooks e Smartphones, mas não.

Escolhemos fazer parte de algo que ainda é um conceito: o empreendedorismo.

O que nos motiva?  Nossa história.

Baseado no livro de autoria de Jorge Caldeira, “A História do Brasil com Empreendedores”, digo que nossa história é plena de riqueza e luta. Após o descobrimento, de uma forma única nasceu o povo brasileiro. Pessoas que não se enfrentam e não se separam. Fomos engendrados na miscigenação de culturas e etnias. Aqui todos plantam e tudo nasce.

Somos uma nação criada nos erros e acertos. Sabemos lidar com o erro e ainda fazê-lo nosso mestre: aquele que nos ensina a levantar e a seguir.

O brasileiro é antes de tudo um forte!

E por que queremos tanto manter esta força que está na nossa cultura e fazer dela a grande transformadora da sociedade?

Porque acreditamos que só por meio do empreendedorismo e da educação poderemos acabar com as desigualdades que ainda existem na nossa sociedade.

Quando uma pessoa tem o desejo de mudar seu rumo sendo um empreendedor, por vezes ela não entende que mudará o rumo de várias outras, pois sua atitude fortalece seu bairro, sua comunidade, sua cidade, seu Estado e o seu País. E assim, cidadãos são incluídos de fato na sociedade e deixam de viver à margem dela.

Empreender é criar empregos e conseqüentemente é oferecer mais condições para uma sociedade segura, pois com emprego e renda todos tem dignidade e orgulho de prover seu desenvolvimento próprio.

Por isso, convidamos a todos para se engajarem na criação do Dia Nacional do Empreendedorismo, que será celebrado no dia 19 de novembro, quando empreendedores  de todo mundo estarão envolvidos na Semana Global do Empreendedorismo. (http://www.diadoempreendedorismo.com.br/)

Concluíndo, sob meu ponto de vista:

Empreendedorismo não é um estado desejado, mas sim uma atitude necessária.

Update: Submarino atendeu a minha solicitação

Como havia dito no post anterior, liguei para a Central de Atendimento ao Cliente solicitando uma revisão no preço de venda da coleção completa dos DVD´s do Star Wars.

Passados 5 dias úteis (utilizaram até o último minuto do prazo solicitado), fui contactado pelo setor de vendas do Submarino com a oferta da venda do produto pelo menor preço anunciado. Obviamente, não perdi a chance.

Agora, sou um feliz proprietário desta obra mais do que clássica, que terá seu lugar de destaque entre os DVD´s da minha humilde coleção!

Quero deixar os meus parabéns para a equipe do Submarino, que atendeu às minhas expectativas, mesmo fazendo com que 5 dias úteis parecessem 50 dias…

Ainda resta uma esperança que os bons atendimentos aconteçam e que nós, clientes, não continuemos na costumeira resignação perante aos péssimos serviços prestados por aí!!!

Centrais de Atendimento, Star Wars e o Preço Errado

Em tempos em que podemos chamar as Centrais de Atendimento de Centrais de Aborrecimento, alguns casos de BOM atendimento e real solução dos problemas do cliente estão começando a se tornar bem próximos dos cidadãos.

Recentemente, um amigo do trabalho comprou um Suco de Uva, daqueles em caixinha de 1L, e trouxe para fazer um agrado aos amigos. Meu Deus do Céu! O negócio era pior do que barro sujo depois da chuva! Eu fiquei tão revoltado com aquilo que incitei rebelião: disse que ele deveria ligar para a CAC e soltar os cachorros, pois aquilo ela inaceitável! Resultado: a atendente disse que vários clientes já haviam reclamado pelo mesmo motivo e que a empresa estava retirando este produto de circulação devido a não-aceitação do mercado. Como medida paliativa, ela “estaria depositando” o valor investido no produto diretamente na conta dele. E depósito foi efetuado e o cliente satisfeito.

Vimos também recentemente um estudo de caso no MBA sobre como a empresa de cosméticos Natura concede poder aos atendentes de sua CAC para a tomada de decisão . No caso citado, um cliente ligou reclamando que um desodorante novo manchou sua camisa. A atendente tomou a iniciativa de “comprar” a camisa do cliente, oferecendo o depósito em sua conta do valor pago pela camisa na loja e, como contra-partida, solicitou que o cliente enviasse a camisa manchada diretamente para o setor de pesquisas, onde os especialistas iriam tentar descobrir qual componente químico estaria causando aquelas manchas e, sobretudo, encontrar um substituto para este componente.

E tudo indica que chegou a minha vez de vivenciar esta mudança no perfil dos atendimentos ao cliente.

Estava eu, feliz e contente, lendo meus SPAMs diários de todas as lojas virtuais existentes no mundo quando me deparo com uma promoção interessante do Cartão Submarino: Para comemorar os 11 anos do Submarino, 11% de desconto em todo o site.

Pensei comigo mesmo: “Ok, pode ser uma boa oportunidade de encontrar algumas pechinchas em livros ou DVD´s…” (Sim, eu ainda compro DVD´s, sobretudo os clássicos a preço de banana!)

Daí, logo de cara, me deparo com um anúncio na página principal que me fez tremer nas bases:

E quem não tremeria, não é mesmo?!

Não pensei duas vezes para clicar no anúncio e colocar no meu carrinho de compras o mais rápido possível, antes que eles voltassem com o preço original (bem acima de R$100,00) ou tivessem seu estoque zerado, afinal, se trata de Star Wars em promoção na Internet… Creio que não preciso dizer mais nada…

Mas… Como um cara sortudo que sou, dei de cara com uma “pequena” falha do Submarino, que jogou um balde de água fria nas minhas expectativas para o próximo final de semana. Ao clicar no anúncio, olha só o que eu recebo:

Ah! Mas o desconto tá lá!!!

Perceberam o EPIC FAIL !? O anúncio diz R$ 59,90 pela coleção completa, mas a página do produto indica o valor de R$ 89,90 (com R$ 9,89 de desconto pelos 11 anos).

Acabo de ligar para a Central de Atendimento e questionar sobre a falha. A atendente, que por sinal foi muito prática e educada, me explicou que havia um problema no banner de divulgação, e não no preço do sistema. De qualquer forma, foi aberto um chamado para solução deste imbróglio e, se tudo caminhar como foi dito, em até 5 dias úteis a equipe de atendimento entrará em contato comigo para finalizar a venda do produto, no preço divulgado, pois foi assim que vi e me interessei.

Será que esse será mais um caso a entrar para a história dos atendimentos voltados para a solução dos problemas do cliente ou se manterá na base histórica de maus relacionamentos entre cliente e empresa?

Agora é esperar e torcer para que a justiça seja feita nesse mundo cão!

E você?! Já vivenciou e/ou teve conhecimento de algum caso positivo de relacionamento e como as empresas resolveram os problemas dos clientes!? Que tal expor seu caso nos comentários e rechear este post com mais conhecimentos a respeito deste assunto?!

E a 3DTV, vai ou não vai?

Que coisa escrota, não ?!

Hoje eu estava conversando com amigos do trabalho sobre a velocidade com que estamos vivenciando uma evolução tecnológica em termos de recursos para entretenimento e controle residencial centralizado.

Essa conversa não poderia terminar num tópico diferente senão 3DTVs e a sua aplicação no mundo real (nossas casas) nos dias de hoje.

Coincidentemente, acabo de receber o resultado de uma pesquisa realizada pelo Nielsen Wire, enfatizando exatamente o interesse do público americano em adquirir uma TV compatível com a transmissão de imagens em 3ª Dimensão. Tomarei a liberdade de transcrever esta pesquisa, com tradução livre.

<Nielsen>

Consumidores Americanos demonstram grande interesse em 3DTV, mas com algumas observações

9 de Setembro de 2010

A proliferação de filmes em terceira dimensão e atrações específicas em parques de diversão fez com que os consumidores se tornassem familiares com conteúdos em 3D e, como resultado, eles passam a se sentir atraídos em possuir esta tecnologia em casa. Entretanto, estes consumidores estão preocupados com algumas questões a respeito dos desafios que esta tecnologia deve enfrentar enquanto chega ao mercado.

De acordo com o novo relatório, “Focusing on the 3DTV Experience”, disponibilizado pela Nielsen Company, em conjunto com a Cable & Telecommunications Association for Marketing, os consumidores estão mais propensos a aguardarem pela evolução da tecnologia antes de investirem na aquisição. A principais questões são o custo de uma TV 3D (68%), a necessidade de se usar óculos específicos (57%) e a relativa escassez de conteúdo em 3D nas programações (44%). Apesar destas questões, a pesquisa sugere que se estes pontos forem satisfatoriamente trabalhados pelos fabricantes e produtoras de conteúdo, os consumidores caírão de cabeça nessa tecnologia.

Fonte: The Nielsen Wire

Quase 3/5 (57%) dos entrevistados concordam que a 3DTV os fizeram sentir como se eles fossem “parte da ação” e 48% sentiram que a tecnologia 3D lhes deixaram mais interessados naquilo que assistiam.

Quase metade dos consumidores (47%) disseram que a 3DTV poderia fazer-lhes optar por assistir programas que eles não assistiriam normalmente.

<pausa dramática>

Atrair os gamers será muito importante para acelerar o crescimento inicial:  42% dos pesquisados citaram interesse em jogar video games em 3D, e essa margem sobe para 71% entre os gamers regulares e considerados hardcore  gamers.

</Nielsen>

Mas espere! Não ligue agora! Você ainda leva...

A minha opnião é que essa tecnologia 3D ainda tem muito chão pela frente até chegar em nossas casas com usabilidade, conforto e custo/benefício atraentes. Por enquanto, o que vejo é uma série de parafernálias tecnológias juntas, misturadas na função de simular algo que ainda nem chegou perto do que poderá acontecer. Acho que daqui há uns 5 anos nós vamos rir quando olharmos para tantos equipamentos em função de uma coisa “tão simples” assim. A foto ao lado mostra um combo vendido nos dias atuais pela Sony, vangloriando-se de estar na vanguarda da tecnologia 3D…

O Portal Retrevo também realizou uma pesquisa de campo e conferiu que os americanos não estão tão animados assim com essa nova tecnologia 3D para suas casas.

Pesquisa Retrevo.com

E olha que lá nos Estados Unidos há uma facilidade de acesso a novos recursos tecnológicos infinitamente superior às nossas possibilidades aqui no Brasil.

Se considerarmos o delay natural que nós, brasileiros, temos ao acesso a novas tecnologias, podemos considerar que estamos prestes a nos deparar com uma boa safra para compra de televisores LCD/LED/Plasma. Com a chegada desses novos 3DTVs ao mercado, os modelos antigos, se é que podemos chamá-los assim, sofrerão uma boa que nos preços. Eu arriscaria dizer que quem comprar uma TV LCD/LED/Plasma convencional nos dias de hoje estará tão satisfeito nos próximos 5 anos quanto um proprietário de uma 3DTV, pelo menos aqui, no nosso querido país varonil.

O Conforto, a Vaquinha e o Penhasco

O pior é que conheço gente assim...

Noutro dia, estava conversando com uns amigos sobre a Zona de Conforto e sobre como  somos atraídos a nos manter nela, mesmo sem perceber.

Segundo o Wikipedia, Zona de Conforto é a série de comportamentos que estamos acostumados a ter que não nos causam ansiedade, que não nos trazem riscos. Em outras palavras, a zona de conforto geralmente é a situação em que nos encontramos no momento.

Ou seja, aquele emprego que você possui, trabalhando 8 horas por dia, recebendo seu salário no final do mês, por toda a vida, mesmo que possuam “leves” incômodos, mas te traz tranquilidade.  Aquele relacionamento antigo, que possui altos e baixos, mas é mais confortável mantê-lo do que procurar por algo melhor. Um carro que, apesar das constantes manutenções, se torna mais confortável do que a compra de um novo e o “risco” da adaptação e/ou financiamento.

É fato que todos procuramos conforto, mas devemos estar cientes que se manter por muito tempo em uma Zona de Conforto é muito arriscado. Viver muito tempo no conforto da comodidade pode nos atrofiar para novos desafios. Para quem busca crescimento, pessoal e profissional, praticar sair da zona de conforto pode ser um excelente exercício!

Particularmente, eu detesto me sentir na Zona de Conforto. Sei que às vezes, e somente às vezes, eu deveria aproveitar um pouco o lado bom do conforto, mas estou sempre na procura de desafios que me tirem da cadeira. Estudos em áreas distintas, leitura constante, envolvimento com “riscos calculados” (nem tão bem calculados assim) em finanças, visão de negócios… Enfim, um estilo de pensamento que me mantém sempre inquieto.

Nesse início de semana, recebi um conto de uma lista do Sebrae e acho que é um excelente exemplo sobre como devemos estar atentos aos riscos de se manter na Zona de Conforto.

“Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeiras, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou: Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho, então como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?

E o senhor calmamente respondeu:

- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.

O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los. Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim.

Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, apertou o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:

- Continuam morando aqui.

Espantado ele entrou correndo na casa, e viu que era mesmo a família que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da a vaquinha):

- Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida ?

E o senhor entusiasmado, respondeu:

- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

Moral da história

Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma conveniência com a rotina. Descubra qual, a sua … e empurre a sua “vaquinha” morro abaixo.”

Não sei por que, mas durante toda a escrita deste post, uma música pairou pela minha mente e não saiu até agora. Por isso, deixo a dica de escuta:

Artista: Pink Floyd

Album: The Wall

Música: Confortable Numb

Colchão de Segurança: da Teoria à Prática

“Teoria”

Um dos princípios básicos da gestão financeira pessoal é a busca pela independência financeira. E entende-se como independência, a junção de fatores como reserva de patrimônio, liquidez e poder de compra. Consequentemente, renda contínua e crescente, provida pelos juros compostos.

Um ponto extremamente importante para o desenvolvimento da GFP é a manutenção da consciência financeira ou, melhor dizendo, a capacidade de  manter a inteligência emocional inabalada, mesmo em situações de maior risco e/ou necessidade (tentação então, nem se fala!).

Para manter a inteligência emocional financeira em dia, a primeira estratégia básica em GFP é criar e manter um fundo de amparo a emergências, também conhecido como Colchão de Segurança. Este colchão de segurança traz ao investidor uma tranquilidade adicional na hora de investir.

Em outras palavras, Colchão de Segurança nada mais é do que uma reserva que todos devem possuir para casos de emergência: Perda do emprego, alguma doença inesperada, acidentes, perdas materias, etc… ATENÇÃO: Uma mega-promoção de última hora não deve ser considerada uma emergência, ok!?

Via de regra, aconselha-se reservar um montante equivalente ao que você gasta mensalmente num período de 3 ou 6 meses. Ou seja, calcula-se seu gasto mensal médio e multiplica por 3 ou 6. A decisão sobre o período reservado total vai de cada um, de acordo com a sua capacidade de vivenciar situações de risco.

Detalhe importantíssimo: calcule sempre sobre o que você gasta, e não sobre o quanto você ganha! Uma coisa é bem diferente da outra, e se anda fazendo a sua lição de casa, o seu gasto é bem menor do que o que recebe mensalmente.

Acima de tudo, este colchão deve ter liquidez, ou seja, deve estar sempre disponível, qualquer que seja o momento de sua necessidade. Portanto, aconselha-se administrá-lo em uma conta Poupança ou, no máximo, num Fundo de Renda fixa. Assim, pode-se obter uma rentabilidade mínima enquanto aplicado mas, acima de tudo, é possível sacar imediatamente quando necessário.

Após a formação do Colchão de Segurança, a conversa pode partir para o campo dos investimentos de maior rentabilidade/risco, como Fundos Multimercado, Fundos de Ações e até mesmo a composição de carteira de ações, empreendimentos, etc.

“Prática”

Na vida real, eu ando engatinhando na prática de gerir minhas finanças. Nos últimos meses, tenho administrado com louvor a Gestão de Gastos, sem conseguir fazer sobrar para a Gestão de Investimentos. Casamento em Abril, financiamento para a troca do carro em Agosto, gastos e mais gastos que venho levando na ponta dos dedos, sem perder o equilíbrio. Gastos necessários, cada um à sua justificativa, que não vem ao caso neste momento.

Mas o fato é: desde que ouvi falar sobre o Colchão de Segurança, procurei fomentá-lo com um mínimo possível, agendando em minhas contas a pagar mensais uma transferência automática para o mesmo. Ainda estou longe de 3 meses de gastos médios, mas alguma coisa eu já havia conseguido guardar.

“Epa, havia conseguido?”

Resultado do Pocket-Incêndio

Nova decoração incendiária

Sim, havia guardado. Nesta semana eu vivenciei a primeira experiência prática de utilização deste fundo para recuperação de emergências. Infelizmente, tivemos um leve incidente em nossa casa, quando meu espírito Nero esqueceu a panela com óleo no fogão e causou um pocket-incêndio de proporções levemente assustadoras. Resultado: perdemos a coifa (presente de casamento :( ) e teremos que pintar todo o apartamento, pois a fuligem misturada com o óleo e o pó químico do extintor se espalharam por toda a casa, tingindo todas as quinas parede/teto do minúsculo bólido de sobrevivência, também conhecido como lar-doce-lar.

Como se não bastasse, no dia seguinte, iniciando o projeto “esfrega parede, Daniel San”, dona patroa se dirigiu em busca de nossa diarista, a querida Zezé, para nos apoiar nessa cansativa atividade. E, para sua surpresa, havia um carro parado no sinal, logo a frente de onde ela deveria parar. Resultado? O para-choque traseiro do indivíduo com um leve arranhão e o nosso, dianteiro, rachado.

Enfim, passados os sustos, precisamos manter a cabeça no lugar (olha a inteligência emocional aí), contabilizar os prejuízos e, sobretudo, dar a volta por cima. E é nessa volta por cima que o Colchão de Segurança tem se mostrado o nosso melhor companheiro.

Os gastos são muitos, e envolvem: materiais de limpeza pesada, faxineira, tintas, pintor, alimentação dos envolvidos, combustível para todos os trajetos envolvidos, novo extintor de incêndio para o carro, reparo dos veículos acidentados, nova coifa, nova tampa de vidro do fogão, panela e utensílios, dia não trabalhado por mim e por minha esposa (consequentemente, não recebido), e outros fatores que vão surgindo pelo caminho…

É lógico que meu Colchão de Segurança não vai dar conta de tudo. Mas com certeza a presença dele está trazendo uma certa tranquilidade neste momento, sobretudo naquelas negociações em que eu consigo espremer descontos por conta de pagamentos à vista (20% para as tintas! por exemplo!). Algumas coisas serão substituídas com o passar do tempo, de acordo com a disponibilidade financeira, mas estes são itens de baixa prioridade e que não representam “perda efetiva”.

Enfim, como definimos em nossa casa, “Bola Prá Frente”!!! E vamos começar o novo Colchão de Segurança o quanto antes!!! As pequenas perdas materiais não foram suficientes para nos abalar. Afinal de contas, ninguém se feriu, o que é muito mais importante!

PS¹: Mais prá frente, quero falar sobre Segurança Doméstica e alguns pontos relativos que aprendi da pior maneira…
PS²: Tive uma idéia interessante para transformar um resíduo do incidente em algo divertidamente lucrativo… Primeiro vou implementar, depois publico a idéia!

Muambator: O seu organizador pessoal de muambas

Você também é daqueles não se contém ao encontrar alguma buginganga nova no DealExtreme e acaba comprando “só prá ver como é”!?

E, depois da compra, perde horas no site dos Correios dando F5 em busca de uma atualização do status da encomenda, sobretudo torcendo para passar direto na alfândega?

Possui várias encomendas a caminho e se perde na organização para rastreá-las?

SEUS PROBLEMAS SE ACABARAM-SE!!!

Chegou o mais novo MUAMBATOR, um sistema brasileiro, desenvolvido pelo criativo Mestre em Computação Aplicada, Cícero Raupp Rolim, que tem como objetivo organizar todas as suas encomendas rastreáveis a caminho, sejam elas nacionais ou internacionais, e concentrar todas as informações numa mesma página, de forma simples e direta.

Exemplo de minhas encomendas

Exemplo do status de minhas encomendas

Além da unificação das informações, o sistema permite ainda um acompanhamento de evolução de status pelo Twitter, feeds RSS e até envio de e-mails.

Em tempos de agonia com esperas da HobbyKing, esse sistema foi uma mão na roda para a minha tranquilidade!!!

#FICADICA

MS Flight: A New Hoax, ops, Hope

Se há duas categorias de produtos que a Microsoft sabe produzir com excelente qualidade, essas são: Hardware e Jogos.

E, falando especificamente da área de jogos, Microsoft Flight Simulator é, de longe, o mais aclamado de todas Microsoft Flight Simulator Logo as suas produções. Com nada menos que 28 anos de existência, o MSFS se tornou o principal simulador de vôos utilizado pela grande maioria de aficcionados pela aviação, sejam eles casual players, entusiastas fanáticos e até mesmo pilotos profissionais.

De 1982 até 2006, foram lançadas 12 versões do MSFS, sempre buscando a evolução gráfica, realismo nos comandos e adições de novas aeronaves, missões e aeródromos mundo afora. Além de suas próprias revisões, a grande sacada do MSFS é permitir que os próprios usuários criem adições para o “jogo”, tornando-o cada vez mais próximo da realidade, assim como seu slogan “As Real As It Gets“. Milhões de comunidades se formam pelo mundo em prol da evolução contínua da simulação: designers de aeronaves, terrenos, aeroportos, condições climáticas, missões, etc. Tudo é customizável! Nessa onda de customização, além do convívio nas comunidades, muitos usuários conseguem retorno financeiro sobre seus trabalhos realizados. Existem também as redes de simulação on-line, como a VATSIM e a IVAO, onde pilotos virtuais se encontram com controladores de vôo virtuais e formam um grande espaço aéreo virtual, proporcionando uma simulação completa da realidade, com áudio e video sincronizados. Esse espaço aéreo virtual é cenário de muitos treinamentos que, depois, são transferidos para a realidade, ajudando na formação de novos pilotos.

A versão mais usada do MSFS é, sem dúvidas, a FS 2004 que criou um novo patamar para a simulação de vôo, balanceando de forma inigualável todos os recursos necessários para o aprendizado sobre aviação.

A maioria dos usuários usam o FS 2004 até hoje, pelo perfeito equilíbrio entre usabilidade e compatibilidade. Em outras palavras, ao mesmo tempo que permite adicionar aeronaves e aeroportos ultra-detalhados, dispõe de plugins para conectividade e simulação virtual e seus gráficos são bons e não são tão pesados quanto seu sucessor.

Em 2006, chegou ao mercado o Flight Simulator X, ou FSX, e, com ele, o início da queda de uma história de sucesso. A Microsoft havia feito seu dever de casa: atualizações nos gráficos, realidade virtual, inteligência artificial, marketing massivo. Mas se esqueceu de um importante detalhe: foco no cliente.

Mesmo após anos de experiência, parece que a Microsoft não havia entendido que o perfil do usuário do MSFS é diferente dos outros gamers. Ele não está preocupado com a “imagem cristalina do reflexo do avião na água durante o pouso de um hidroavião”, ou da “perfeição do turbilhonamento das núvens a atravessá-las a bordo de um Airbus”. O que precisa ser garantido é a famosa jogabilidade, ou melhor dizendo, a usabilidade. E, preocupado com isso, o usuário normalmente se investe em hardware confiável, acessórios de pilotagem (manches/pedais/paineis/fones), multi-monitores e uma série de outros artefatos necessários a uma simulação próxima da realidade.

Apenas 2 anos depois de um lançamento de muito sucesso, parece que o FSX chegou na hora errada e para o público errado, ou seja, errou feio! Os pré-requisitos do jogo rompiam a barreira dos computadores mais velozes disponíveis no mercado à época, ou seja, o custo de migração do FS 2004 para o FSX envolvia também aquisição de novos hardwares e/ou atualizações (leia-se, $$$). Até hoje, se você quiser rodar o FSX com tudo no Ultra-High, é bem provável que seu Quad-Core não dê conta… Poucos estavam dispostos a adquirir novos hardwares em função de apenas algumas melhorias gráficas e outros itens de inteligência artificial, sendo que o principal já havia no FS 2004: atualização pública e jogabilidade on-line (inteligência real, humana!). E os poucos que migraram logo se arrependeram, pois a grande massa ainda ficou com o FS 2004 por muito tempo!

A Microsoft não confessa, mas deve ter amargurado um bom prejuízo mantendo o pessoal do ACES Studio em função do FSX.

Em 26 de janeiro de 2009, a Microsoft confirmou o fechamento do ACES Studio e a demissão de seus funcionários. Fontes internas ainda alegaram que o fechamento não foi devido aos resultados financeiros do projeto FSX, mas sim por problemas de administração interna e a demanda da MS por redução de custos. (Tá bom, prá quem sabe ler, um pingo é letra!)

Mas agora, chega a Nova Esperança: A Microsoft acaba de anunciar uma nova versão do simulador de vôo mais amado do planeta:

A primeira coisa que se percebe é a limada no “Simulator”. Agora, o nome se resume a “Microsoft Flight”. E isso tem uma suposta explicação: a intenção é a de tornar o jogo mais amigável, retomar a simplicidade de uso das primeiras versões, unindo-a aos aprimoramentos gráficos disponíveis desde o FSX. Tenho dúvidas se a Microsoft não está mais interessada em disponibilizar ao mercado um jogo do que um simulador propriamente dito, como era antes. Talvez a versão “jogo” seja mais rentável.

Por enquanto, cabe aos fãs aguardarem por mais informações. O site disponibilizado pela empresa precisa melhorar muito para chegar na categoria “espartano”. Apenas uma press release e um video que tem de tudo para ser considerado um Hoax . E não duvide disso, pois isso tudo pode não passar de um sensor de popularidade para, depois, se atingir um determinado nível de movimentação, investir na criação do produto. Não há nenhuma informação sobre datas, ou seja, nenhum compromisso!

De qualquer forma, apaixonado por aviação que sou, fico esperando pelo melhor: Um novo simulador, mais real do que nunca, mais conectado do que nunca, mais popularizado do que nunca e, principalmente, e que rode em computadores de seres humanos.

Flight Simulator 1

Imagens disponibilizadas no site de divulgação e na Wikipedia
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