
Eu e o Arduino
Há um certo tempo, venho pesquisando sobre o Arduino, uma plataforma de desenvolvimento de protótipos de hardware open source (código aberto). Este micro-computador, criado na Itália, é uma pequena maravilha facilmente programável e cheia de recursos modulares. Por ser de código aberto, a todo momento surgem inúmeras variações e novos módulos voltados para este brinquedinho, permitindo os usuários criar infinitas soluções e brincadeiras e, principalmente, interagir com outros desenvolvedores mundo afora!
Mas este post não é dedicado a apresentar o Arduino, ainda este mereça uma apresentação de gala. Desejo aqui compartilhar a felicidade que tive neste final de semana ao brincar pela primeira vez com esse brinquedinho, uma espécie de mini portal que me teletransportou para cerca de 20 anos atrás (ou mais)… simples nostalgia!
Lembrei-me de um menino de 7 anos de idade que adorava ler revistas de eletrônica adquiridas numa banca de jornais próxima da casa de sua avó, que as vendia por muito menos da metade do preço de capa, justamente porque as vendia sem capa (edições passadas)! Seu pai o incentivava comprando as miúdas peças eletrônicas e ensinando a utilizar o ferro de solda sem se queimar e nem muito menos queimar os móveis da mamãe (sem muito sucesso, é claro!). Certo dia, este menino foi ao colégio (pré-primário) muito orgulhoso de sua mais recente criação e mostrou a todos os seus amigos o seu próprio carrinho de controle remoto, feito utilizando peças de um antigo autorama, um suporte de pilhas retirados de um rádio velho e um interruptor para fazer inversões de voltagem e fazer o carrinho “ir e voltar”… Quase nada na visão de adultos, mas um universo conquistado na mente de uma criança!
Durante essa viagem, fui seguindo essa criança pelos seus próximos anos e presenciando suas aventuras eletrônicas, sempre às voltas com rádios antigos, toca-fitas, visitas aos amigos do papai que tinham oficinas eletrônicas e presenciar o brilho no seu olhar ao ver tantos equipamentos disponíveis (ter uma TV só para ele desmontar era seu sonho maior!). Gerou problemas em casa quando montou sua primeira escuta eletrônica e passou a espiar as conversas de sua irmã ao telefone… Tadinha da sua irmã, já ficou até sem dormir com uma goteira no seu quarto, que só pingava quando ela apagava a luz! Ganhou notoriedade entre seus amigos quando criou a “roda iluminada” para as bikes! Era a turma das rodas coloridas no Bike Night Transamérica!!!
Anos se passaram e esse moleque conheceu dois garotos que se tornariam tão amigos que passaram-se a se considerar irmãos… 3 garotos aficcionados por eletrônica e a novidade do momento: a informática! E foram muitas horas, dias, meses e anos juntos, atravessando madrugadas dos finais de semana nas inúmeras tentativas de criar… CRIAR, e apenas isso… O trio era bem definido e multi-disciplinar, sendo o mais cabeludo considerado o “Gênio Sem-Sono”, o maior de todos era o “Judoca Fundamentalista Pacificador” e o nosso pequeno personagem era o “Idealista Negociador Desequilibrado”. Era simples: o Idealista jogava o próximo desafio na mesa e convencia que a idéia era boa, o Teórico começava a estudar nos livros de engenharia do pai procurando por algo que pudesse agregar e, enquanto isso, o Gênio virava noites da semana para chegar no próximo encontro com algo surpreendente e “quase pronto”… Nos primeiros testes (e primeiras faíscas e fumaças) o Gênio dizia que estava tudo certo mas não sabia o motivo de não funcionar. O Desequilibrado começava a berrar dizendo que nada iria funcionar, que sabia que foi perda de tempo, que deveriam estudar mais e conseguir mais verba dos pais para a compra de equipamentos decentes… Nessa hora, o Pacificador pedia calma a ambos e vinha com jargões teóricos que faziam pensar por horas para entender o que aquela frase do livro de eletrônica digital queria dizer… Ciclo infinito…
E nessa brincadeira, as tentativas partiram desde a impossibilidade de se fazer drives de disquete 5 e 1/4″ dos MSXs disponíveis (1 HotBit e 1 Expert) rodarem no velho TK-83 até a época em que a fissura se tornou realizar uma conexão serial entre dois computadores sem fio, via Infra-Vermelho e, posteriormente, via Rádio Frequência (digamos que seria o início daquilo que hoje chamamos de Wi-Fi)… Até que a conexão via Infra-Vermelho funcionou, mas não era possível afastar os equipamentos mais do que 10cm… GRANDE COISA! É importante dizer que o objetivo disso tudo era permitir que os meninos jogassem Doom multiplayer, diretamente de suas casas, sem precisar pagar pelos pulsos telefônicos das conexões discadas via modem.
Esses meninos acabaram indo estudar no único colégio capaz de entender essas jovens mentes criativas e inquietas: o Colégio Técnico Universitário. Lá eles
ainda colocaram suas experiências em prática e mostraram um autorama automatizado totalmente controlado por computador (na época os famigerados XT com monitor fósforo verde) e um braço mecânico também com interface via computador (desta vez, algo mais evoluído: um AT-286 com monitor Ambar). Mas também aprenderam novas visões de mundo e passaram a criar ambições, cada um à sua particularidade. Chegaram a ganhar algum dinheiro juntos ainda muito jovens, instalando Kits Multimidia e realizando manutenção preventiva e corretiva para clientes corajosos que contratavam suas consultorias, sempre impressionados com os resultados obtidos dos garotos-prodígio da “Benchmark Informática”.
Cresceram e estão ganhando o mundo, cada um à sua forma…
O pequeno garoto que falamos no início acabou deixando a eletrônica de lado quando descobriu o universo da programação e a facilidade de se “queimar protótipos” sem ter que gastar dinheiro para recuperá-los (tempo, naquela época, não era dinheiro)… Mas acabou voltando para um ponto médio, quando se identificou com a área de redes, onde viu todos os conhecimentos adquiridos em eletrônica e informática aplicados de forma lógica e física. E está nessa até hoje, no que se auto-intitula “Profissional de Infra-Estrutura de T.I.”!
Seus amigos também trabalham em áreas afins, todos mesclando experiências lógicas e eletrônicas e granhando cada vez mais notoriedade nas suas escolhas de carreira, Brasil afora. (Já tem até filha nessa história!!!)
Então, resolvo compartilhar essa historinha pois ela me fez muito feliz neste final de semana. Confesso que me emocionei bastante só pelo fato de ter me lembrado de tantos detalhes daquela época tão boa. Uma memória fotográfica de uma época em que os recursos eram escassos e câmeras digitais eram apenas sonhos teóricos.
Sinto vergonha em dizer, mas houve um tempo em que eu simplesmente me esqueci dessa época. Uma época em que nos importávamos apenas com o convívio entre amigos, com a pesquisa, a vontade criar, sem se preocupar com o resultado efetivo e sem esperar por retorno sobre investimento (ROI), metas, Payback e todas essas siglas que a vida adulta nos impõe de forma tão massiva!
Lembranças assim nos mostram nossas raízes e é sempre bom lembrar que se você não sabe de onde vem, muito provavelmente nunca saberá para onde vai!!!
Fica aqui a minha singela homenagem aos grandes amigos de infância (e maiores ainda, agora na vida adulta!).
Artur Bracher e William Araújo, CONTINUEM SEMPRE CRIANDO!
E que Deus nos permita nunca esquecer desses momentos.


Estamos no meio da Semana 
Em tempos em que podemos chamar as Centrais de Atendimento de Centrais de Aborrecimento, alguns casos de BOM atendimento e real solução dos problemas do cliente estão começando a se tornar bem próximos dos cidadãos.
Vimos também recentemente um estudo de caso no MBA sobre como a empresa de cosméticos Natura concede poder aos atendentes de sua CAC para a tomada de decisão . No caso citado, um cliente ligou reclamando que um desodorante novo manchou sua camisa. A atendente tomou a iniciativa de “comprar” a camisa do cliente, oferecendo o depósito em sua conta do valor pago pela camisa na loja e, como contra-partida, solicitou que o cliente enviasse a camisa manchada diretamente para o setor de pesquisas, onde os especialistas iriam tentar descobrir qual componente químico estaria causando aquelas manchas e, sobretudo, encontrar um substituto para este componente.









Você também é daqueles não se contém ao encontrar alguma buginganga nova no 
as suas produções. Com nada menos que 28 anos de existência, o
A versão mais usada do MSFS é, sem dúvidas, a
Em 2006, chegou ao mercado o
Apenas 2 anos depois de um lançamento de muito sucesso, parece que o FSX chegou na hora errada e para o público errado, ou seja, errou feio! Os pré-requisitos do jogo rompiam a barreira dos computadores mais velozes disponíveis no mercado à época, ou seja, o custo de migração do FS 2004 para o FSX envolvia também aquisição de novos hardwares e/ou atualizações (leia-se, $$$). Até hoje, se você quiser rodar o FSX com tudo no Ultra-High, é bem provável que seu Quad-Core não dê conta… Poucos estavam dispostos a adquirir novos hardwares em função de apenas algumas melhorias gráficas e outros itens de inteligência artificial, sendo que o principal já havia no FS 2004: atualização pública e jogabilidade on-line (inteligência real, humana!). E os poucos que migraram logo se arrependeram, pois a grande massa ainda ficou com o FS 2004 por muito tempo!






